Mundo do Champagne

"Estou bebendo estrelas"

Há quase três séculos nascia o champagne, elaborado pelo monge beneditino Dom Pérignon, que viveu entre 1636 a 1715, na França. Na Abadia de Hautvillers, cidade próxima de Epernay no coração de Champagne, ele esqueceu algumas garrafas de vinho com resíduos de açúcar. Quando verificou que estavam estourando, provou o vinho e disse: "Estou bebendo estrelas".

Nobres contribuições

A bebida ganhou o nome de champagne em reconhecimento à região onde foi produzida. Ainda no século XVII, Dom Perignon aprimorou sua criação, contribuindo com: a substituição das tampas de pano por rolha com barbante, definição de garrafas apropriadas, criação da "arte da mistura" (assemblage) e das caves subterrâneas, bem como, da vinificação em branco de uvas tintas (blanc de noir).

Outra contribuição importante para a arte de elaborar champagne foi da viúva Clicquot, herdeira da famosa casa de Reims, que, no início do século XIX, apresentou soluções criativas para a remoção e eliminação das impurezas resultantes da segunda fermentação e que constituíam um dos maiores desafios da elaboração deste produto.

Ela inventou o estrado ou pupitre onde as garrafas eram colocadas inicialmente na posição horizontal, giradas semanalmente e deslocadas até a posição vertical.

Conselhos de Madame Lily Bollingers

Apaixonada por champagne, Madame Lily Bollingers, esposa do proprietário da tradicional Champagnes Bollinger, na região de champanha na França, costumava dizer a seus familiares e amigos:

  • “Eu só bebo champagne quando estou feliz e quando estou triste”;
  • “Às vezes eu bebo quando estou sozinha, mas quando estou em companhia considero obrigatório”;
  • “Eu me distraio com champagne quando estou sem fome ou bebo quando estou faminta”;
  • “Fora isso, eu nem toco nele a menos que esteja com sede”.

Espumante Gaseificados

São aqueles em que o gás carbônico é injetado ou adicionado. Podem ser de dois tipos:

  • Vinho frisante: vinho gaseificado com pressão compreendida entre 0,5 e 2 atmosferas;
  • Filtrado doce: suco de uva parcialmente fermentado ou não, podendo ser adicionado vinho, gaseificado com pressão máxima de 3 atmosferas e teor alcoólico compreendido entre 2,5 e 5% vol.

Champagne/Espumantes Naturais

É o produto com gás carbônico natural, resultante da segunda fermentação do vinho base, podendo ser em grandes recipientes (autoclaves) ou na própria garrafa.

Métodos de Elaboração do Champagne

Champenoise

É o método no qual a operação de “tomada de espuma”, que se faz através da segunda fermentação, é realizada na própria garrafa em que o produto é comercializado.

Charmat

É o método no qual a operação de “tomada de espuma” que se faz através da segunda fermentação natural, é realizada em grandes recipientes chamados autoclaves.

  1. É o método mais utilizado no mundo pelo custo/benefício, já que evita a imobilização do vasilhame;
  2. Quando realizado com longos períodos (Charmat longo), pode resultar em produtos de qualidade muito semelhante ao método champenoise.

Moscatel (processo tipo Asti)

É o método no qual a operação de “tomada de espuma”, que se faz através de uma única fermentação natural, é realizada em grandes recipientes de inox chamados autoclaves. Este processo emprega somente uvas moscateis.